eu fui parar na sua casa . Bebendo vinho tinto . Seco . Duas garrafas dele, da maneira que você gosta . Sempre como você prefere . Eu me permiti, me deixei ver você, e não parar de fazer isso . Mantive um abraço cordial, porque eu não poderia me arriscar tanto assim, não é mesmo ? Eu podia sentir sua respiração, não conseguia parar de sorrir . Aqueles olhos bem na minha frente, me olhando ; de modo diferente, mas ao menos me olhavam, eu não me sentia tão sozinha e tão idiota no meu quarto, reconstruindo cada momento .
Quando, ela se pergunta confusa, as lembranças vão finalmente se transformar em boas recordações ? Quantas vezes mais preciso me lembrar até isso acontecer ?
Agora eu podia tocar você . Com os meus olhos, mas podia . E depois eu me deitei na sua cama, abracei o seu travesseiro . Eu não queria pensar em quantas vezes você estivera deitado ali com seus sonhos, e sem mim, mas eu podia sentir o seu cheiro . Eu o conhecia . Não era doce, não era estupendo . Mas era seu, e era meu, pois eu podia sentí-lo, quando pensava em você . Era exatamente como eu me lembrava . Enquanto você dormia sereno, em uma cama ao meu lado, eu me descobri observando você, respirando no mesmo ritmo . Eu queria deitar ali, e só acariciar seus cabelos . Como era antes . E como você sorria bonito .. É exatamente igual . E doloroso .
(i)* O Vestido Azul, Doris Dörrie .
sábado, 23 de janeiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário